Thursday, 18 October 2007

Morte..

És bela, ó imortal!
derramas, cruel, teu véu sombrio e atormentado
sobre meu horizonte oscilante entre o bem e o mal,
só para eternizar, em mim, teu olhar de céu nublado.
És a estátua helénica que cinzelei em meu inverno nevado
Aniquilas, ó anjo ardiloso, com teu colo de ninfa fatal
teu escultor, atravessando-lhe com um afiado punhal,
que mesmo sangrando, segue idolatrando teu ato alucinado

És bela, ó anjo sedutor!
Sublinhas, impiedosa, as palavras que corroem meu verso
dentro de minha poesia, transbordante de melancolia e dor,
só para descobrir-se musa sublime de meu delirante universo.
És a beleza que ofusca meu nocturno olhar!
Enegreces, minuciosa, as rosas pálidas do meu selecto jardim,
e perfura-me com espinhos, só para meu coração machucar,
para depois, conduzi-lo a um êxtase sem fim...

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